Revista Transporte Mundial testa e comprova a economia do Iveco Tector


A Revista Transporte Mundial foi para a estrada a bordo do Tector Stradale 240E28 6×2 guiado por Fábio Flores Martins, top driver da Iveco


“Como realizamos o teste no início da semana e saímos bem cedo da concessionária, acreditamos que o trecho estaria livre, principalmente o de descida de Serra – comumente transitado por caminhões com destino ao Porto de Santos. Ledo engano, o tráfego na descida pela rodovia Anchieta estava pesado e, em alguns momentos, chegou a parar. Mas também foi graças a ele que foi possível avaliar o denodo do freio-motor do caminhão, o NEF6 SD de 165 cv de poder de frenagem. O componente trabalha com dois estágios, o primeiro estágio trabalha conjugado ao freio de serviço, ou seja, o sistema entende que, quando o motorista coloca o pé no pedal de freio ele deve ser acionado. Já o segundo estágio é conjugado com o acelerador, em que o sistema entende que se o motorista pisar no acelerador ele deve ser desconectado, sendo reconectado quando o condutor para de acelerar. Trata-se de um sistema de simples funcionamento, porém, eficaz, pois age rapidamente às solicitações do motorista. Quando conseguimos alcançar uma boa velocidade, ainda com o tráfego intenso, foi possível descer a uma velocidade média de 40 km/h em 6ª marcha a 1500 rpm, sempre utilizando o segundo estágio do freio-motor. Outro ponto positivo do componente é que, se acionado, não promove muito ruído interno. Na aferição feita com o decibelímetro nesse trecho o resultado foi 68 dBA.


Na viagem de cruzeiro ao nível do mar a 80 km/h, em 8ª marcha, a 1 500 rpm, a combinação da suspensão dianteira – parabólica com barra estabilizadora – e da traseira – com sistema balancim de molas assimétricas de simples flexibilidade – é eficaz e aporta segurança ao condutor que sente total controle mesmo ele carregado com 18,4 t de PBT.

Depois de seguir até Peruíbe, já de volta ao Planalto Paulista, pela rodovia dos Imigrantes, no primeiro trecho, logo no início da Serra próximo a balança da Ecovias, o caminhão subiu a 45 km/h a 1600 rpm, ainda na faixa verde, pois sua faixa de torque, entre 1200 e 1900 rpm, é uma das mais amplas da categoria. O modelo rodou 240 km, consumiu 57 litros fazendo a média de 4,21 km/l. E na aferição da balança da Ecovias seu PBT era de 18 400 kg.”


Veja a matéria completa aqui.


Tector um caminhão projetado para o sucesso:


O Tector Stradale é a aposta da Iveco para o segmento de caminhões semipesados 6×2. E para atrair a atenção do transportador, o modelo conta com alguns diferenciais, a começar pelo desenho desenvolvido pelo Centro Stile Iveco, em Turim, na Itália. É um caminhão que chama a atenção pela modernidade.


A grade do radiador, com o logotipo Iveco em posição central, tem quatro grandes sulcos na forma de um “V” que avança sobre o para-choque dianteiro, pintado na cor da carroceria. Os defletores laterais, os amplos espelhos retrovisores e o para-sol ajudam a compor um desenho frontal que reúne elementos que denotam força. Outro detalhe que poderá atrair o transportador é o espaço para a exposição da logomarca da empresa. O conjunto ótico compõe o visual da identidade robusta. Outro atributo do defletor lateral é que permite manter o caminhão limpo por mais tempo, além de contribuir para uma boa aerodinâmica.


O Tector é equipado com motor FPT NEF 6 de 5,9 litros, 6 cilindros em linha, com potência de 280 cv a 2500 rpm e torque de 97 mkgf de 1250 a 1950 rpm. Esse propulsor faz parte da geração Ecoline de motores Iveco mais econômicos e limpos para atender a norma de redução de poluentes Proconve P7, por meio da tecnologia SCR (em que há a necessidade do agente químico Arla 32).

O motor trabalha em conjunto com a transmissão ZF, de 9 velocidades, manual de simples relação 3,73:1. Essa transmissão tem engate tipo “H” sobreposto, mais suave e que oferece até 5% de economia se comparado ao modelo anterior. 


O Iveco Tector Stradale 240E28 6×2 possui PBT (Peso Bruto Total) técnico de 24.600 kg e tem capacidade de carga para 17.349 kg. Sua robustez é ainda reforçada pelo eixo dianteiro com a maior capacidade técnica do segmento: 6.600 kg. Sobre esse componente, vale ressaltar que é banhado a óleo, gerando menor custo de manutenção.


O trucado da Iveco ainda traz, de série, equipamentos que justificam ser classificado como a versão top da marca. São banco do motorista com suspensão a ar, viseira no para-sol, retrovisores, vidros e travas elétricos, ar-condicionado, climatizador, cabine-leito teto alto, farol de neblina, CD player, tanque duplo de combustível de 400 + 300 litros e freios ABS (que é lei) seguidos de EBL (distribuição eletrônica da força de frenagem). Também de série, ele vem com a distância de entre-eixo de 5 670 mm. Contudo, a Iveco dispõe de outras opções de entre-eixos e de cabine teto baixo e simples.


Também há uma versão com transmissão Eaton de 6 velocidades.
É agradável estar a bordo do caminhão, que possui amplo espaço a bordo. O habitáculo tem 3490 mm de altura externa, o que permitiu bom aproveitamento interno, como os porta-objetos e maleiros na parte superior, possibilitando ao motorista fazer viagens de médias distâncias rodoviárias. 
O painel é reto, porém, moderno e agradável ao toque. Os bancos são confortáveis e oferecem boa posição ao motorista de qualquer estatura graças aos níveis de ajuste de regulagens de altura e profundidade. A coluna de direção também dispõe de níveis de altura e profundidade.


Com esses predicados, o Iveco Tector Stradale 240E28 6×2 conquistou a classe autônoma, já que em mais de 60% dos casos, o motorista do semipesado 6×2 é o próprio dono do caminhão, que espera por mais conforto para enfrentar as muitas horas do transporte rodoviário de médias e longas distâncias, típicas desse tipo de veículo.


No Brasil o Tector Stradale contribui com 20% das vendas de caminhões 6×2 da Iveco e, segundo David Marco, gerente de projeto da engenharia da fabricante, o modelo, nessa configuração agradou tanto autônomos como frotistas, tanto é que as vendas estão bem divididas entre esses dois perfis de clientes, praticamente 50% cada para uso comumente com baú, carga seca e graneleiro e graças a essa versatilidade ele é querido entre, principalmente, os autônomos.

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