Confira os resultados de produção de bovinos do Brasil no 1º trimestre de 2014 – IBGE

No 1º trimestre de 2014, foram abatidas 8,367 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária. Esse valor foi 5,9% menor que o recorde alcançado no trimestre anterior (8,888 milhões de cabeças) e 2,9% superior ao registrado no 1º trimestre de 2013 (8,128 milhões de cabeças). Nos comparativos anuais dos mesmos trimestres, o 1º trimestre de 2014 é o décimo trimestre consecutivo em que se tem observado aumento da quantidade de bovinos abatidos, registrando também nova marca recorde entre os primeiros trimestres (Gráfico I.1).


Gráfico I.1 – Evolução do abate de bovinos por trimestre – Brasil – trimestres 2009-2014
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Como não há variações acentuadas no peso médio das carcaças, sobretudo em nível nacional e entre os mesmos períodos do ano, a série histórica do peso acumulado de carcaças (Gráfico I.2) segue o mesmo comportamento da série do abate de bovinos. Nesse sentido, o 1º trimestre de 2014 também é o décimo trimestre consecutivo em que se tem observado aumento da produção de carcaças bovinas, sendo também a nova marca recorde entre os primeiros trimestres. Um total de 1,951 milhão de toneladas de carcaças bovinas foi produzido nos matadouros e frigoríficos fiscalizados do Brasil. Este valor foi 8,7% menor que o registrado no trimestre imediatamente anterior e 2,8% maior que o do 1º trimestre de 2013.
Gráfico I.2 – Evolução do peso acumulado de carcaças de bovinos por trimestre – Brasil – trimestres 2009-2014
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Em nível nacional, o incremento de 238.948 cabeças bovinas abatidas no 1º trimestre de 2014, comparativamente ao mesmo período do ano anterior, teve como destaque, em ordem decrescente de incremento do abate: Minas Gerais (+122.169), Goiás (+102.604), Pará (+63.920), Bahia (+43.276), Maranhão (+29.241), Espírito Santo (+26.907) e Tocantins (+24.906). No ranking nacional do abate de bovinos por Unidade da Federação,Mato Grosso continuou com vantagem na liderança, apesar da queda de 3,4% da quantidade de cabeças abatidas no referido comparativo (Gráfico I.3). Os três estados da região Centro Oeste ocuparam as três primeiras posições no 1º trimestre de 2014, respondendo juntos por 38,9% do abate nacional de bovinos.
Gráfico I.3 – Ranking e variação anual do abate de bovinos – Unidades da Federação – primeiros trimestres de 2013 e 2014
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Pela série histórica da participação de machos e fêmeas no abate total de bovinos (Gráfico I.4), observa-se que os primeiros trimestres são caracterizados por picos no abate de fêmeas. Esses picos ocorrem pela intensificação do descarte de matrizes improdutivas, quando os pecuaristas aumentam o abate de fêmeas para cumprir com compromissos de contrato, resguardando os machos à espera da engorda. De todo modo, no 1º trimestre de 2014 houve redução de 0,1 ponto percentual na participação de fêmeas no abate total de bovinos em relação ao mesmo período do ano anterior, quebrando a sequencia de aumentos do abate de fêmeas nos primeiros trimestres.
Gráfico I.4 – Evolução da participação de machos e fêmeas no abate total de bovinos por trimestre – Brasil – trimestres 2009-2014
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Segundo o indicador ESALQ/BM&F Bovespa do Cepea, o preço médio da arroba bovina de janeiro a março de 2014 foi de R$ 118,71, variando de R$ 112,64 a R$ 127,77. No mesmo período do ano anterior, o preço médio da arroba foi de R$ 97,91, variando de R$ 97,02 a R$ 99,29, representando aumento médio anual da ordem de 21,2%.De acordo com o IPCA/IBGE (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que é o indicador oficial da inflação brasileira, de janeiro a março de 2014 todos os cortes de carne bovina avaliados pelo IPCA apresentaram aumento de preços acima da inflação, com exceção do peito (Gráfico I.5).
Gráfico 5 – Percentual acumulado geral e dos cortes de carne bovina do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – 1º trimestre de 2014 – Brasil
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Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), houve aumento das exportações de carne bovina in natura no 1º trimestre de 2014 em relação ao mesmo período do ano anterior, tanto em volume quanto em faturamento, mas decréscimo para ambos valores no comparativo com o 4º trimestre de 2013 (Tabela I.1). O preço médio da carne bovina exportada, no 1º trimestre de 2014, apresentou recuo nos comparativos com os trimestres selecionados.
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Rússia (22,1% de participação), Hong Kong (17,9%), Egito (12,9%), Venezuela (11,6%), Irã (11,6%), Chile (4,9%), Itália (1,6%), Emirados Árabes Unidos (1,6%), Argélia (1,4%) e Angola (1,4%) foram os dez principais países importadores da carne bovina in natura do Brasil, respondendo juntos por 87,1% das importações no 1º trimestre de 2014. Neste período, 72 países importaram o produto do Brasil.
Quanto à origem das exportações por Unidade da Federação, apenas Espírito Santo e Bahia apresentaram decréscimo do volume de carne bovina in natura exportada no 1º trimestre de 2014 em relação ao mesmo período do ano anterior (Tabela I.2).
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Participaram da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, no 1º trimestre de 2014, 1.247 informantes de abate de bovinos. Dentre eles, 218 possuíam o Serviço de Inspeção Federal (SIF), 407 o Serviço de Inspeção Estadual (SIE) e 622 o Serviço de Inspeção Municipal (SIM), respondendo, respectivamente, por 79,0%; 15,6% e 5,4% do peso acumulado das carcaças produzidas. Todas as UFs apresentaram abate de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária.

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