O que esperar do Agronegócio em 2017


O que esperar do agronegócio em 2017? Material elaborado pela CNA traça tendências para a agropecuária Assessoria Previsões do futuro são sempre arriscadas, mas quando estão balizadas em dados concretos e análises especializadas, tornam-se uma importante ferramenta para planejar os próximos passos de uma empresa ou de uma propriedade rural. Pensando nisso, a CNA (Confederação Nacional da Agricultura) divulgou o balanço da atividade agropecuária no ano de 2016 e as perspectiva para 2017.

O ano foi marcado por instabilidade política e imensas dificuldades econômicas, como inflação, aumento dos gastos públicos e encolhimento da economia. A esses desafios, o agronegócio respondeu com trabalho e produtividade. Apesar do fenômeno El Nino ter derrubado a safra nacional de grãos para o menor volume em seis anos, o setor mostra indícios de recuperação e se prepara para colher, em 2017, uma safra recorde.

Segundo a confederação, em 2016 o Paraná foi o Estado que apresentou a menor quebra na produção de grãos em relação ao ano anterior: apenas 5%. A projeção da CNA é que o PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio cresça 2% em 2017, enquanto o desempenho estimado para a economia é de expansão de 1,1%. A estimativa reflete a expectativa de uma boa safra e câmbio favorável, que devem influenciar positivamente os setores de insumos e produção primária.

Esse crescimento só não será maior por conta do baixo desempenho da agroindústria esperado para o próximo ano. No que se refere ao VBP (Valor Bruto de Produção) do setor agropecuário, a CNA observa que o cenário econômico internacional será o grande balizador dos preços das principais commodities agrícolas em 2017.

Com estoques mundiais em relativa normalidade e juros baixos nas economias desenvolvidas gerando especulação financeira em todo mundo, as inversões de capital externo não deverão ser aplicadas na produção e comercialização de produtos agropecuários.

Com isso, a previsão é que o VBP brasileiro atinja R$ 554,2 bilhões em 2017, um crescimento de 2,3% em relação a 2016. De acordo com a CNA, o crescimento do VBP deverá ser puxado pela agricultura, cuja expectativa para 2017 é de um faturamento de R$ 354,9 bilhões (3,4% a mais que em 2016). Para a pecuária, a projeção é de uma receita de R$ 199,2 bilhões (0,4% maior em relação a este ano).

As culturas que mais deverão contribuir para o aumento do VBP são o feijão, que deverá ter alta de 19,8%; algodão (alta de 15,1%); arroz (alta de 13,8%); milho, alta de 7,6%; frango (7,3%); laranja (7%) e soja, que deverá aumentar em 4,9%. Apesar da queda nas cotações da oleaginosa por conta das boas safras dos EUA e da Argentina, no Brasil é esperada uma safra recorde de 104 milhões de toneladas na temporada 2016/17.

Do outro lado, a CNA prevê queda no VBP do trigo deve encolher 17,6%; do cacau (queda de 11,1%); do café, queda de 6% por conta de quebra na produção de 11,4%; leite (queda de 4,6%) e carne bovina, cujo faturamento deve cair 0,5% como efeito da crise econômica que está levando o consumidor brasileiro a substituir a carne de boi pelo frango e pelo suíno.

Cadeias produtivas A produção de frangos no Brasil continuará crescendo uma média de 5% ao ano, atingindo em 2017, 14 milhões de toneladas. O país firma sua posição como segundo maior produtor mundial de frango, à frente da China e atrás dos EUA. A CNA estima que as exportações brasileiras devam crescer 5% no próximo ano, puxadas pela demanda dos países do Oriente Médio e da Ásia.

A produção mundial de milho deverá ser recorde na safra 2016/17 atingindo 1,023 bilhão de toneladas. Condições climáticas favoráveis e um aumento de área de 7,2% fazem com que os EUA mantenha a posição de principal produtor. No Brasil e na Argentina, houve aumento na área plantada e há expectativa de que o fenômeno La Nina favoreça a produtividade nas lavouras. A China, segundo maior produtor mundial, reduziu a área plantada em 5,6%. A área destinada ao milho verão no Brasil aumentou 4% nesta temporada, com isso, a produção estimada é de 27,7 milhões de toneladas contra 25,9 milhões de toneladas da safra anterior.

Para o milho safrinha, a estimativa é que seja plantada a mesma área do ano passado. A expectativa de produção recorde faz com que as cotações de milho no mercado internacional que já estão abaixo de US$ 4,00 o bushel baixem ainda mais no mercado interno.

A produção de frangos no Brasil continuará crescendo uma média de 5% ao ano, atingindo em 2017, 14 milhões de toneladas. O país firma sua posição como segundo maior produtor mundial, à frente da China e atrás dos EUA. A estimativa é que as exportações cresçam 5% no próximo ano, puxadas pela demanda dos países do Oriente Médio e da Ásia. No mercado doméstico, a procura por carne de frango e ovos continuará aquecida.

Fonte: CNHPress

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