A influência da Rotação Por Minuto (RPM) no consumo de combustível

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Já sabemos que muitos fatores contam na soma do consumo de combustível de um caminhão. A ação do motorista, o tipo de estrada, a calibração dos pneus… são pequenos detalhes que fazem toda a diferença para a economia no transporte de cargas.

Neste artigo, vamos explicar um pouco mais sobre as Rotações Por Minuto (RPM) e sua influência em uma viagem econômica. Confira!

O que é RPM?

As Rotações Por Minuto (RPM) são a unidade de medida que corresponde ao número de ciclos ou giros do motor. Existe uma escala crescente de faixas de rotação, que vai da Marcha Lenta à Potência Máxima, e cada uma dará resultados diferentes na força do motor e no consumo de combustível.

Quanto mais voltas der o motor, maiores serão as RPM e maior será a potência. As mudanças de marcha permitem regular a exigência à qual se submete o motor do veículo. À medida que for aumentada a marcha, as RPM vão diminuindo (são necessárias menos RPM para que o automóvel continue a mobilizar-se). Isso é medido pelo Conta-giros do caminhão, onde cada número que aparece no marcador deve ser multiplicado por 1.000 para obter o valor de rotações.

Quais são as faixas de rotação?

Os conta-giros atuais normalmente vêm com os níveis de economia definidos em cores: verde, amarelo, vermelho… e assim é possível saber se você está dirigindo de maneira eficiente ou se está usando a marcha errada.

Em todo caso, para exemplificar, a escala de faixas de rotação do motor pode ser dividida em:

  • Faixa de Marcha Lenta: representa a menor rotação de funcionamento do motor e, ao contrário do que muitos pensam, é uma faixa de rotação crítica, pois todos os componentes estão trabalhando em seu limite mínimo de funcionamento (Lubrificação, Arrefecimento), causando exigência dos pistões.
  • Faixa de Torque: é a faixa ideal de trabalho, onde o consumo de combustível é moderado, que vai de 1.100 a 1.600 RPM. Dentro dessa faixa se encontra o “Ponto Extra Econômico”, que vai de 1.200 a 1.500 RPM.
  • Faixa de Potência: vai de 1.700 a 2.200 RPM e deve ser evitada ao máximo a permanência do motor dentro desta faixa, uma vez que esta é a parte que mais consome combustível. Ela dever ser utilizada somente em caso de ultrapassagens ou outras manobras e logo em seguida voltar à faixa de torque.
  • Faixa de Freio Motor: É a faixa que vai de 1.900 a 2.200 RPM. Auxilia a frear o caminhão de maneira eficiente. Quando se opera dentro desta faixa, com o caminhão desacelerando, os freios serão poupados e haverá menos risco de aquecimento das rodas. Além disso, quando o motorista está pisando fundo e os giros ficam elevados, aí sim existe consumo excessivo. Mas quando o movimento é desaceleração, o aumento do giro se deve a outros fatores e não gasta combustível nenhum.
  • Faixa de Perigo: É a faixa que vai de 2.300 a 3.000 RPM. Essa é a faixa que pode causar danos irreversíveis ao motor. Pode simplesmente empenar as válvulas do cabeçote e até mesmo vir a empenar as bielas, pelo fato de que nessa faixa o motor perde totalmente o sincronismo. Em alguns tipos de motores eletrônicos existem sensores de proteção que impedem que isso aconteça cortando o fluxo de combustível.

Conclusão

É importante estar atento ao que diz o conta-giros do seu caminhão, pois cada modelo possui uma capacidade de RPM diferente. Além disso, o tipo de estrada, de carga, entre outros fatores também influenciarão na potência do motor e no uso de marchas.

Como motorista profissional, estar sempre treinado e atualizado será o principal fator de eficiência e economia em uma viagem. Espalhe essa ideia!

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