Fornecedora da Iveco, FPT trará motor elétrico ao Brasil em 2022

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Em parceria com a americana Nikola, fabricante deve expandir oferta no País e aumentar participação em outras montadoras

A FPT Industrial pretende apresentar ao público brasileiro em novembro de 2022, durante a Fenatran, um modelo de motor elétrico para veículos comerciais desenvolvido em parceria com a americana Nikola Motors, com quem mantém uma joint-venture nessa área, na fábrica de Ulm, na Alemanha.

Ainda não se sabe se o conjunto chega como um item de exposição ou se será um produto de catálogo para aplicação em caminhões no País. De qualquer forma, a empresa encara o momento como uma oportunidade de mostrar ao mercado que trabalha para ter uma linha mais abrangente na região.

Por parte da Iveco, empresa que mantém forte laço com a FPT e que naturalmente absorveria um powertrain deste tipo, há espaço para um conjunto elétrico ainda que seja preciso antes amadurecer outras tecnologias de propulsão ainda com o diesel e, depois, com o uso do gás.

“O nosso planejamento envolve o aproveitamento do que tem na Europa e já está aplicado, seguindo o aproveitamento do diesel, que ainda existe, passando pelo gás e por outros tipos de powertrain, como o elétrico”, disse Marcio Querichelli, presidente da montadora na América do Sul.

Exemplo da estratégia aplicada na prática é a chegada do motor F1C Max, que por ora é aplicado na linha Iveco Daily 2022. O conjunto é baseado em plataforma Euro 6 utilizada na Europa há alguns anos e que passou por processo de nacionalização e testes desde 2019.

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Também está sendo submetido a testes no País um modelo de motor FPT movido a gás para aplicação em caminhões pesados em operações rodoviárias de longa distância. De acordo com Querichelli, o teste de rodagem é feito em parceria com clientes locais.

“O mercado da América do Sul está na lista de prioridades da parceria Iveco/FPT/Nikola em termos de motorização elétrica, mas é algo que ainda depende muito de infraestrutura e da viabilidade econômica porque ainda estamos falando de um veículo caro”, disse o executivo.

Oferta maior de motores na FPT

Construir uma oferta mais ampla de motores indica, ainda, que a FPT pretende aumentar sua participação no mercado de veículos comerciais. No mundo, 54% da sua produção tem como destino outras aplicações que não as das marcas (por enquanto irmãs) Iveco, Case e New Holland.

“Ainda há espaço para mais motores em outras montadoras”, disse Edinilson Almeida, da área de marketing de produto da fabricante. Um dos espaços abertos é a disponibilidade de um motor Euro 6/L7, como é o caso do F1C MAX, em contexto em que muitas fabricantes de veículos passam por dificuldades para atender aos prazos das normas de emissões por causa da pandemia, que atrasou os processos de desenvolvimento.

Fornecimento para a VWCO

O fornecimento do motor para a VWCO, de acordo com Almeida, vai adicionar entre 8 e 9 mil unidades às linhas de produção da FPT em Sete Lagoas (MG), o que dobraria o volume atual de produção do F1C Max. A fábrica, inclusive, não terá este ano a tradicional pausa para férias coletivas/manutenção.

Isso porque a empresa, assim como a demais que formam o grupo CNH Industrial, tiveram de parar por um tempo este ano como parte do processo de spin-off pelo qual passam as companhias. Assim, a empresa seguirá em atividade em dezembro, parando apenas nos finais de semana.

Este processo de desmembramento das marcas, que passarão a atuar de forma independente a partir de 3 de janeiro para atender exigências da Bolsa de Valores de Nova York, promoveu algumas mudanças estruturais. Foi criado o Banco Iveco, com sede em Nova Lima (MG), para servir como braço de financiamento dos veículos da marca. Antes, o processo ocorria via Banco CNH Industrial.

Outra mudança, segundo Marcio Querichelli, foi o redesenho do centro logístico de Sorocaba (SP), que teve de ser adaptado para escoar partes e peças para as marcas de forma independente, ou seja, com faturamentos distintos.

Esta é a segunda vez que a companhia passa por uma separação. Na origem, todas as operações faziam parte do Grupo Fiat, como fruto de diversas aquisições que a empresa italiana fez ao longo de décadas.

Até que, em 2011, o lado das marcas de veículos leves e autopeças ficou sob o guarda-chuva da Fiat SPA, em 2014 transformada na Fiat Chrysler Automobiles (FCA), e os negócios relacionados com a produção e venda de bens de capital ficaram com a Fiat Industrial, criada em 2011 e renomeada como CNH Industrial em 2013.

Fonte: Automotive Business

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